Manacá deve R$ 35 milhões a produtores

Empresa entrou com pedido de recuperação judicial e deixou de pagar produtores de leite goianos e março

Marcela Caetano
Produtores de Goiás estão há mais de dois meses sem receber pelo leite entregue para a Leites Manacá. A empresa, que atua há mais de 30 anos em Goiás e no Pará, deixou fazer os pagamentos aos produtores em março. A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) estima que a dívida com os mais de mil produtores afetados ultrapasse os R$ 35 milhões.

A empresa fez o pedido de recuperação judicial em 3 de junho e o mesmo ainda não teve parecer do Poder Judiciário. Somente depois é que será nomeado um administrador para a massa falida e, em um prazo de 60 dias, deve ser apresentado o plano do recuperação aos credores. “Há muitos produtores que vivem exclusivamente da produção de leite e não podem ficar esse tempo todo sem receber”, argumenta o gerente de estudos técnicos e econômicos da Faeg, Edson Alves Novaes.

Uma reunião entre produtores deverá ser marcada nos próximos dias para que eles apresentem uma alternativa para que a empresa, representada pela consultoria Masters Auditores, faça os pagamentos antes deste período. Na última sexta-feira, 12, um grupo de produtores já deu início ao debate da proposta.

O Estado produz 3,8 bilhões de litros de leite por ano. A Leites Manacá é responsável por 300 a 400 mil litros dia. No total, produtores de mais de 50 municípios entregam leite para a empresa, sediada em Rianápolis, distante 140 km de Goiânia. Entre as cidades envolvidas estão: Ceres, Uruana, Goianésia, Itapuranga, Mozarlândia, Nova Crixás, Araguapaz e Porangatu, entre várias outras. A empresa tem outra unidades em Porangatu e uma em Mãe do Rio, no Pará.

Procurada pela reportagem, a empresa não se manifestou.
Fonte: Portal DBO

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Así lo expresó Domingo Possetto, secretario de la seccional Rafaela, quien además, afirmó que a los productores «habitualmente los ignoran los gobiernos». Además, reconoció la labor de los empresarios de las firmas locales y aseguró que están «esperanzados» con la negociación entre SanCor y Adecoagro.

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