Queijo de búfala ganha espaço no mercado pernambucano

Queijo de bufala - De olho na preocupação crescente da população com alimentação saudável, a Tapuio Agropecuária, laticínio no Rio Grande do Norte, quer expandir a venda de queijo de búfala em Pernambuco.
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O laticínio Tapuio Agropecuária pretende crescer 28% em Pernambuco
De olho na preocupação crescente da população com alimentação saudável, a Tapuio Agropecuária, laticínio no Rio Grande do Norte, quer expandir a venda de queijo de búfala em Pernambuco. A expectativa é crescer 28% este ano no Estado. Atualmente, a empresa comercializa seus produtos, como mussarela, minas frescal, coalho, ricota, provolone e burrata (um tipo de queijo nobre feito artesanalmente), em cem pontos de venda no Recife, como supermercados e queijarias.
“O mercado pernambucano é o que apresenta maior potencial de crescimento entre os Estados do Nordeste. A região representa 7% dos nossos negócios. Recife é o terceiro maior mercado, com renda per capita elevada, atrás de Fortaleza e Salvador”, comenta o diretor executivo da Tapuio Agropecuária, Francisco Veloso, que é natural de Pernambuco. O produto mais vendido no Estado, diz ele, é a mussarela bola.
Veloso começou a investir no negócio após enxergar um nicho de mercado. Antes, trabalhava com engorda de bois e vendia os animais para frigoríficos. “Um consultor de manejo de pastagem sugeriu que eu criasse búfalos em 1999. Trouxe os primeiros búfalos de Macaparana (Zona da Mata de Pernambuco) para teste no Rio Grande do Norte. Na época, poucas pessoas conheciam a mussarela de búfala. Foi quando eu decidi mudar para uma atividade bem diferente”, explica.
A venda do queijo da marca DiBufalo, da Tapuio, cresceu 20% no Estado em 2017, na comparação com 2016. Ele acredita que as vantagens do leite derivado de búfala é um atrativo para os clientes. “A carne apresenta menos gordura total, menos colesterol, mais proteína e minerais”, explica.
A Tapuio atua em Pernambuco há 10 anos. Em 2016, estabeleceu parcerias para a produção de leite e carne no Estado. Hoje, há parceiros em Ribeirão, na Zona da Mata, e no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. No total, são 300 búfalos da raça indiana murrah. A produção é de três mil litros de leite por semana. “A criação de búfalos tem se mostrado uma alternativa à cultura da cana-de-açúcar”, complementa Veloso.
Em Pernambuco, um dos parceiros da Tapuio Agropecuária é Manuel Soares, criador da Fazenda Cocula, em Ribeirão. Ele começou a parceria com o laticínio em 2016. Hoje, fornece até 10 mil litros de leite por mês à empresa. A capacidade atual é de 250 litros por dia, com potencial de chegar a mil litros diários, com 180 búfalas até 2020.
“Montei uma ordenha mecânica na propriedade e investi em pastagens rotacionadas intensivas para aumento da produção de leite e bem estar animal”, comenta. “Alguns ciclos de crise da cana me fizeram querer diversificar meu negócio”, complementa.
A Tapuio já exporta queijo para Estados Unidos e negocia com Peru e Argentina. Em breve, o laticínio quer expandir os negócios com a venda de carne de búfalo, como picanha, filé, contrafilé e outros cortes nobres.
http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2018/01/21/queijo-de-bufala-ganha-espaco-no-mercado-pernambucano-324749.php

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Así lo expresó Domingo Possetto, secretario de la seccional Rafaela, quien además, afirmó que a los productores «habitualmente los ignoran los gobiernos». Además, reconoció la labor de los empresarios de las firmas locales y aseguró que están «esperanzados» con la negociación entre SanCor y Adecoagro.

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